domingo, 6 de março de 2011

Já o segundo curso é uma reciclagem , quando não se pratica o que aprendemos ...

É um curso mais longo de Modelista de Roupas, ele terá 160 horas e a previsão de término é em junho!
Para tanto estou pensando em fazer um manequim de meu corpo, andei pesquisando e veja só o que encontrei :

PAP:
e 

Agora mãos à obra!!

Estou me organizando porque março vou iniciar dois cursos o primeiro

logo após o carnaval MOLA PANAMENHA , com apenas alguns encontros mas promete...

vejam mais:
http://www.escapeartist.com/panama/kuna.html
e aquihttp://www.programaartebrasil.com.br/passo/passo_resultado.asp?id_evento=809
Meu curso ministrado pela Angélica Schimitt, uma gracinha de pessoa!
Inicio



Estojo de costura: vem das patchworkeiras nunca tinha visto e com esse modelo

utilizei-o como inspiração e fiz o meu:


Estou fazendo totalmente a mão, até o zíper vou pregar à mão!

Feriadão de Carnaval...praia, sol, samba???



Não,não e não!
Casa, tv, crafts e livros!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Essas minhas últimas aquisições são da Feira da Liberdade de sábado



feitos pela familia da D Neuza, uma cearense que com garra e muito trabalho faz renda e vende lá na feira , segundo ela, aprendeu com três anos de idade e a família toda é rendeira, ela já é a quarta geração e já tem netos e talvez bisnetos, um pouco arredia quando indagada se ensina a arte ,respondeu que detesta ensinar...paciência  só com os birros e os fregueses da feira.Mesmo assim não pude deixar de adquirir esses primores...volto lá porque fui impelida a escolher pelos pontos e não observei o acabamento acredito que não foram feitas por ela, pois, como a vi  tecendo o ponto traça e elas estavam perfeitas!
Estudando um pouco mais sobre o tema  dá pra entender o que acontece com essas humildes rendeiras, D Neuza é arredia  porque deve ter sido muitas vezes passada pra trás, sustenta a família com seu trabalho, saiu do Ceará e veio pra São Paulo se submetendo a cidade grande e tentando tirar algo dela, acredito que perde em qualidade de vida mas, essa qualidade  não se aproveita se não há recursos.
Quanto ao segredo do ofício começo a entender que funciona como uma sociedade secreta, é um segredo passado via oral de mãe pra filha...há motivos que apenas uma família faz e nunca ensinam pra outras pessoas que não da família.
No blog do omirendero.blogspot.com, há muito material de estudos e teses de pessoas que foram ver de perto como funciona  está tudo descrito, os sentimentos e ameaças que se  inserem na produção do ofício. A importância desse material é tão relevante que nos brasileiros(as) tínhamos que nos apropriar desse conhecimento para evitar que caiam na mão de estrangeiros como fazem com a bio-pirataria que surrupiam nossos produtos e patenteiam como se fossem deles é uma questão tão séria que d.Neuza é apenas o laço mais fraco desse sistema.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Passeando pela net encontrei muitas surpresas e a maior foi um blog de









altíssimo valor  pelo  resgate de nossa cultura escrito por um homem, conhecedor da nossa arte principalmente das rendas, visitem seu blog tem muito material interessante com vários links também pertinentes a esse assunto, de cara fiquei até meio que sem graça pra escrever-lhe eu uma aspirante a rendeira...nem uma rendinha ainda sei fazer..mas ele foi tão fofo e querido...realmente é uma pessoa que está disposto a estudar e preservar nossa cultura, acessem omirendero.blogspot.com , inclusive ele me deu uns toques a respeito da conservação dos meus birros( haha, leiam lá a diferença de bilro e birro), eu  de imediato acatei seus conselhos e aqui vou colocar novamente as fotos deles, lembrando que eles tem 60 anos e foram confeccionados pelo meu avô José Brandão por ocasião do noivado com minha avó Arcanja Pereira Leão como presente desta data tão importante , eles moravam na Chapada Diamantina /BA. Depois de refletir muito sobre o valor dos birros(eu já sabia disso), resolvi que vou distribuir entre os herdeiros da minha avó, vou escolher pessoas que tenham alguma afinidade com arte e presentear um birro, explicando a história toda,mas vou ficar com um par deles, infelizmente minha avó (tão querida), não teve tempo de ensinar pra ninguém, eles chegaram as minhas mãos através de uma tia-avó Chiquinha igualmente querida, que sentiu que eu pudesse tomar conta deles,detalhe todos estão jogando dominó no andar de cima e devem rir dessa alucinada querendo aprender ofício tão antigo,hoje as máquinas fazem tudo, não é só apertar um botão?? 
 aqui estão eles:











A impressão que tenho é que os primeiros foram a primeira fornada, saíram perfeitos, bem acabadinhos...já os seguintes foram feitos as pressas porque o formato é mais rústico mas acredito que a intenção era deixar todos na forma de peão.
Utilizei óleo de peroba,a madeira quase sugou...


Agora pra acrescentar e vocês não pensarem que eu pareço um bebê chorão, alguém me ensina, EU TENTEI, e como prova...o caso é que achei que não devia continuar..e sim começar tudo novamente, do zero...mas uma coisa é certa, sei fazer o picado, enrolar e prender o fio no birro, tá??




 Sempre observando...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Com tantos bordados sabiam que não esqueci da minha atual "compulsão"??







Sim, porque ainda durmo e acordo pensando na rendinha saindo da almofada, os barulhos dos bilros que se batem um no outro. No sábado a noite cheguei cansada mas mesmo assim coloquei em prática um projeto que estava na minha cabeça...Postei aqui alguns alfinetes enormes que se usa para separar os bilros, no nordeste se usa um espinho daquele cacto Mandacarú ele parece um alfinete só que é grandão...fiz os meus utilizando agulhas grandes, contas e pasmem porcelana fria: